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Gago X Gagá
Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo suspira (Pv 29.2;...).
Sujeitai-vos, pois a toda a ordenação humana por amor do Senhor: quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem (I Pe 2.13,14).
Não deve haver dicotomia entre o comportamento pessoal do cristão diante dos poderes constituídos e o comportamento da igreja de Cristo como um todo. Isto significa que a orientação de Deus sobre o assunto, e como tal deve ser obedecido por todos os membros do corpo de Cristo. Imaginemos uma mão intencionando fazer uma coisa e a outra mão intencionando fazer outra coisa. Ambas não realizariam nada porque não poderiam atuar em projetos diferentes. Ou, se a cabeça ordenasse a mão que se posicionasse numa determinada direção e a mão dirigisse em outro sentido. Nada se realizaria. Igualmente o corpo de Cristo que é a igreja não poderia se dissociar dos ensinos da Palavra revelada. Deve haver coerência, metas e objetivos a serem alcançados. Assim, os mesmos princípios aplicados a igreja devem ser aplicados a todos os crentes isoladamente.
A participação do crente “crente” na política tem sido muito questionada em nossos dias. O que mais chama à atenção da comunidade cristã no exercício dos cargos eletivos, é que os testemunhos daqueles que tem alcançados os cargos públicos, tanto na área do legislativo como no executivo, e hoje até no judiciário, ou mesmo em determinadas funções governamentais nos níveis federais, estaduais e/ou municipais, tem deixado muito a desejar, pelo menos é o que tem se observado entre a maioria dos que têm sido eleitos e/ou nomeados.
Após a abertura democrática no Brasil, verificamos a crescente ascendência de evangélicos ingressando na carreira política. Ao mesmo tempo temos visto que muitos desses irmãos não conseguiram sua reeleição, em eleições posteriores, pelo simples fato de terem fracassado como políticos. Muitos se escandalizaram e/ou ainda escandalizam o evangelho de tal modo que se tornaram opróbrio no meio do povo de Deus. Decepção e escândalo para o evangelho e para a igreja de Cristo. Ao entrarem para a vida política, não estavam aptos para exercerem os cargos eletivos à luz da palavra e testemunho do evangelho como sal da terra e luz do mundo. Muitos deles, antes eram autênticos cristãos, dizimistas, bom/boa pai/mãe, bom/boa esposo/esposa, mas ao serem investidos em determinados cargos políticos, seu sal tornou-se insosso para a terra e a sua luz apagou-se no meio das trevas (Mt 12.43-46).
O crente pode e deve encarar a carreira política como algo natural, como se fosse uma carreira qualquer, dentro da nossa sociedade. Os cargos eletivos e de confiança nos diversos escalões do governo estão à disposição tanto para o descrente como para o cristão. E, a Bíblia em nenhum momento menciona a desaprovação de Deus quanto a fazer acepção de pessoas, para o exercício do poder. Na história do povo hebreu vimos que José foi vendido por seus irmãos. No Egito ele não se corrompeu diante das tentações da mulher do Ministro Potifar e pagou caro pela sua fidelidade ao seu Deus. Foi preso e castigado, mas se levantou quando o Rei precisou de quem interpretasse seu sonho. José interpretou o sonho e em seguida foi nomeado governador, tornando-se uma bênção para o Egito e mais tarde para o povo hebreu (Gn 41.38-40).
No cativeiro babilônico Daniel preferiu não alimentar dos manjares do rei. Tornou-se tão belo e forte quanto os demais cativos do reino destinados a serem instruídos nas letras e língua dos caldeus (Dn 1.4). Daniel foi ricamente abençoado por Deus no meio de um povo estranho tornando-se príncipe no meio desse povo estranho (Dn 6.2). Foi condenado à cova dos leões, mas não se prostrou, nem prestou adoração ao rei Dário, antes manteve-se fiel a Deus. Passada a noite Daniel manteve-se vivo pela proteção de Deus que fechou a boca dos leões. Daniel saiu amparado pelo rei Dário que já havia se arrependido de seu edito. Agora fez um novo decreto publicado e divulgado para cumprimento em todo o domínio do império para que todos os homens temessem e tremessem diante do Deus de Daniel. “... porque ele é o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; o seu domínio é até o fim. Ele livra e salva, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele livrou Daniel do poder dos leões” (Dn 6.26,27). Deus foi glorificado na vida de seu servo Daniel. O cristão glorifica a Deus e é uma bênção para os homens e para as nações quando se mantém fiel ao Senhor.
Obs. “O deputado estadual pastor ELI BORGES (ficha limpa), um dos candidatos muito bem aceito segundo as pesquisas, tem quase todas as características necessárias para ser o governador que os tocantinenses desejam, mas por enquanto ele será candidato à reeleição pelo PMDB com o Nº 15000, ao lado da DILMA, do GAGO, do LAUREZ MOREIRA, do MARCELO MIRANDA, e do pastor AMARILDO. Vote neles!
Seja feita a vontade de Deus, como não tem mais opções, que ganhe o melhor, tanto faz o GAGO, como o GAGÁ, desde que ele tenha essas qualidades básicas citadas. Pois, as esperanças de dias melhores sem terror social, fiscal, funcional são muito pálidas para os tocantinenses(Jr 33.3). Todas as serras de longe são azuis; só as ricas misericórdias de Deus para nos guardar de maus legisladores, juristas e executivos (I Rs 12.1-14).
Artigo publicado no Jornal A Notícia em Ação de 02/07/2010 Edição 82



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